Neste primoroso texto, Elton, um 'pastor' (ou "ancião") das Testemunhas de Jeová, expõe suas reflexões sobre a estrutura de poder exercida pelos líderes de sua religião - estrutura esta carcomida pelo autoritarismo, embriagada pelo poder e desumanizada pelo legalismo secular. Ele fala de um 'rebanho' fatigado e oprimido, e, ao mesmo tempo, expressa sua falta de esperança com relação a mudanças necessárias na organização, às quais Brooklyn resiste  obstinadamente. Sinta o impacto de suas palavras:

  

Caros colegas, 

É triste o cenário que se tem hoje da organização nos vários momentos em que nos associamos com nossos irmãos aqui dentro. 

Uso a palavra "triste" porque creio que, se a organização tivesse mudado vários aspectos e pedido perdão por tudo o que ela tem feito aos seus membros (agora tão sofridos), ela hoje não teria o negro quadro que está sendo pintado com matizes tão deprimentes nos contextos que citarei abaixo. 

Estou falando do que venho observando ocorrer nas últimas reuniões, congressos, assembléias de circuito e especiais de um dia, e assim por diante.

 A repetição dos mesmos esboços de tons impositivos e arrogantes que vêm daqueles homens que moram em Nova Iorque e que se endeusam, (por brincarem de Deus) decidindo o que é bom e o que é mau para nós, a insistente ordem de pregar e de se fazer mais e mais numa obra que pretende uma venda que vai de revistas de capas e ilustrações bonitas a livros desinteressantes (os quais bem poucos dentre nós Testemunhas de Jeová têm tido real prazer de ler), as mensagens que nos alienam e nos distanciam cada vez mais da realidade do mundo atual, enfim, todas as tralhas e velharias acumuladas, herdadas de Russel, Rutherford e CIA, que acompanham a organização, não deixam mais espaço para uma fé  saudável pelo menos por parte das Testemunhas de Jeová a quem conheço e as quais ainda amo.

 Parece que nossa fé é algo totalmente dependente apenas a fazer mais e não condicionado a nos amar mais e mais ou doar-nos mais e mais uns aos outros, aprender a querer bem aos nossos irmãos e não viver a vigiá-los, a investigá-los como a bandidos que escondem suas falcatruas...!

 Tudo isso isso faz com eu me sinta como se eles não não fossem mais meus verdadeiros irmãos e amigos, a quem posso confiar, com quem posso me abrir e conversar com intimidade, naturalidade, espontaneidade, liberdade e despreocupadamente como quem conversa com amigos de verdade...; ao contrário, sinto como se estivesse no meio de pessoas a quem eu tenha sempre de mostrar uma espiritualidade fingida, escondendo o homem que sou no íntimo, driblando os meus pensamentos mais autênticos por medo de revelá-los, minhas idéias de como me sinto em relação a tudo que se prega entre nós, e sufocando minhas inquietações pessoais, minhas emoções sinceras, minhas comprovações de fé genuína e assim por diante.

 Essa é minha análise; essa a minha visão e é minha percepção nestas últimas semanas nas quais fiz essas várias investigações inter-pessoais das quais tirei essa dura constatação final.

 Sinto que as pessoas estão DESILUDIDAS, DESGASTADAS E CANSADAS de ouvir, vez após vez, que o que elas estão fazendo para organização nunca será suficiente nem tampouco satisfatório - nada do que se faz nem a quantidade do que se faz, é suficiente para essa engrenagem invisível que paira como mãe soberana, fria e impassível, indiferente a dor de seus filhos, exercendo imperturbável controle sobre suas frágeis vidas humanas...

 Essa é a nossa organização - uma senhora de traços duros no rosto, a quem todos reconhecem à distância por sua silhueta empedernida, insensível, inflexível e desapiedada! Essa é a rainha de todos nós, súditos que se ajoelham diante de seu trono em forma de Torre; essa é a senhora autoritária que com mãos firmes, comanda de forma implacável, imperativa, proibitiva e impeditiva, a vida dos que dela dependem para continuar a adorar ao Deus a quem ela afirma servir e representar!

 

   A seguir, Elton  revela seus conflitos  íntimos e seu dilema de consciência entre continuar no cargo, após tudo o que descobriu sobre sua religião, ou renunciar a ele e enfrentar a pressão resultante (ou "prisão"), oriunda tanto de sua família quanto de todos os amigos que fez durante anos na Organização. Aqui, entre outras coisas, ele tece uma crítica a um membro de nossa lista que manifestava interesse em fazer 'carreira' na entidade ou "progredir", como ele próprio diz. 

Caros colegas da lista,



Lendo esses últimos e-mails, só tenho a dizer que estou muito satisfeito de estar na lista e poder desfrutar de todas essas informações e discussões estando nesse cargo tão espinhoso de ancião congregacional.

Só ainda não consegui compreender, desculpe a Testemunha de Jeová anônima ("Anônimo" é o codinome) quando ele mostra explícito interesse em "progredir". Ficar como Testemunha de Jeová ainda é para mim compreensível em vista da prisão em que nos encontramos todas as Testemunhas de Jeová, inclusive eu e minha esposa. Mas ficar e "progredir", eu não compreendo mesmo. Não quero parecer intolerante pois cada um faz de sua vida o que achar melhor, mas em nome de quê "PROGREDIR"?

Por ter sido ancião por tantos anos, e saber de tudo isso agora, tenho vontade em certos dias de jogar tudo pro ar e pedir perdão a Jeová Deus. Não quero, NUNCA MAIS, participar de comissões judicativas nem de assinar os cartões de sangue dos irmãos, nem de ter que dar discursos tendo que peneirar a informação ao máximo e coisas assim.


"Progredir" na organização não vem SENÃO acompanhado de todas as responsabilidades de dizer ou fazer as coisas que sua consciência não mais aceita.

Respeito sua posição Anônimo, mas querer dizer que é porque "outros vão notar se não fizer progresso", não se encaixa muito bem. A menos que você não esteja totalmente convencido, não se importe com o que ocorrerá no futuro e com sua consciência, ou ainda não saiba exatamente o que "PROGREDIR" exigirá de você, é um risco à sua cabeça e à sua estabilidade emocional. Você pode até tentar contornar sua consciência por achar que irá ajudar os irmãos a serem menos rigorosos, e assim por diante, mas isso é engano e sério risco.


Os e-mails de Leo Lima e Odracir têm me feito refletir bastante no que está ocorrendo nesse momento em algumas famílias. Quão bem tem sido retratado o quadro que se presencia nas famílias em relação ao que se descreve aqui nessa lista.


Ao chegar a quinta-feira, ao invés do tradicional estresse e ansiedade de ir à mais uma reunião e até rever meus irmãos, agora só me resta a desilusão e uma amarga perspectiva de ter de subir à tribuna para falar de coisas que tenho de filtrar delicadamente antes de falar qualquer coisa.


É muito doloroso isso. Tais ocasiões me causam TWISTERS MENTAIS que rodopiam sem parar até a hora em que chego finalmente ao descanso de meu lar, abraço minha doce esposa e fazemos uma oração pedindo perdão por alguma coisa errada que eu tenha dito ou feito no salão do Reino. Não peço isso porque quero ser santo, mas porque tenho total certeza de que minha consciência diante de Deus, não deve ficar maculada, cauterizada nem abalada até que eu tome uma decisão diferente em minha vida.  

 

     Elton não suportou a crise de consciência por muito tempo, acabando por renunciar formalmente ao cargo religioso. Contudo, as represálias não tardariam a vir...

Caros amigos,

 

Solicitei, por escrito, meu desligamento do corpo de anciãos de minha congregação essa semana.

Estou aguardando a reação de meus companheiros que quiseram investigar meus reais motivos e não aceitaram facilmente o modo como justifiquei minha renúncia.

Por um lado, respiro mais aliviado agora mas por outro lado, ainda estou muitíssimo preocupado com a reação adversa por parte dos que estão próximos de mim como no caso de minha sogra que, na mesma noite, me ligou bastante inconformada com a notícia.

 

 

     Em seguida, enviei esta mensagem de alerta a ele e sua esposa:

                   

           Elton e esposa

           Vocês devem estar cientes do que os aguarda:


 a) Os anciãos tomarão nota de vocês e,  daqui para a frente,   os observarão  de perto.

 b) Alguns evitarão associação com vocês.


 c) Boatos se espalharão, geralmente tendo que ver com apostasia e  imoralidade sexual (talvez adultério ou coisa parecida).

 d) Receberão visitas "amorosas" de pastoreio, onde buscar-se-ão indícios de transgressão, especialmente APOSTASIA - A SOCIEDADE DECLAROU ABERTA A ESTAÇÃO DE CAÇA AOS HEREGES.

 e) Serão indagados sobre literatura e "sites" apóstatas.

  f) Ouvirão da tribuna palavras de censura que parecerão se encaixar perfeitamente em vocês - e , de fato, são dirigidas a vocês mesmo! (palavras do tipo "afrouxar o passo", "retroceder na fé" e assim por diante)

 g) Caso tenham filhos, serão considerados companhia desaconselhável para as outras crianças.

 h) Cada vez menos serão visitados por irmãos e os poucos que vierem trarão mais fofocas ou virão com o intuito de observá-los em busca de algum indício de transgressão (são os "olheiros" da Organização).

 i) Receberão cada vez menos designações ou talvez até cortem seus "privilégios".

 j) SE algum "espião" conseguir flagrá-los na internet, serão conduzidos a uma comissão judicativa.

k) Serão desassociados, pois a Sociedade teme  o "CONTÁGIO" dos demais.


        Saibam que, em todos estes momentos, vocês podem contar conosco, INTEGRALMENTE!


  
    lnfelizmente, minhas espectativas pareceram confirmar-se nestas palavras, enviadas, pouco tempo depois, pela esposa de Elton:

        Eu e meu marido temos enfrentado muitos problemas com os anciãos nessas duas últimas semanas. Eles não têm nos dado tréguas.... Noites sem dormir, insônia, mas muita oração a Deus...

 
    [Pessoas]
me ligando, me atormentando. Já não foi suficiente eu ter dito pra eles que não iria mais falar pros outros sobre minhas dúvidas??? Tudo tem seu limite!


    [Detestei]
a comissão judicativa. Mas eu acho que eles tão com medo de desassociar [a todos ]. A toda hora “rola” uma cabeça diferente...

 
Ando tão irritada com os anciãos. Meu marido apresentou a renúncia ao cargo na hora certa. Vou ver se agora a gente se livra dessa perseguição. Às vezes eu acho que eles já querem se livrar da gente de qualquer jeito, qualquer dia...  

 

                                  A seguir, minha última mensagem de esclarecimento, apoio e conforto emocional ao atribulado casal: 

                                 Querido Elton 

           Antes de mais nada, quero me solidarizar a você pelo seu drama. Creio que uma estrada penosa estar a se delinear diante de você. Gostaria muito de poder poupá-lo de tanto sofrimento, mas creio que tudo tem seu preço. Sua situação pode ser ilustrada pelo modo como falou, certa vez, Pedro Collor, o falecido  irmão do ex-presidente Fernando Collor, ao ser indagado sobre como se sentia após ter exposto todos aqueles fatos sobre o próprio irmão: “Não escolhi este caminho para trilhar, mas ele foi o único posto diante de mim, de modo que não me escusei de seguí-lo.” Havia um vínculo emocional entre ele e o irmão, assim com há um vínculo emocional (e não racional) entre você e a Torre de Vigia. Ou como disse Moisés ao Faraó, segundo o filme “Os 10 mandamentos” (1957, produção de Cecil B. de Mille), ao ser interrogado sobre suas ações contra os egípcios e a favor dos hebreus escravos: “O que fiz, fui compelido a fazer...” O que você agora faz, OS FATOS o compelem a fazer! 

          O fato, caro Elton, é que você não pode, a menos que rasgue sua consciência, continuar sendo cúmplice dos fatos lamentáveis os quais você teve o privilégio de conhecer, enquanto tantos vagam, ignorantes, por um mundo de sonhos e têm, amiúde, um despertar duro. A venda que a Torre de Vigia quisera ver a velar seus olhos não foi espessa o suficiente para impedi-lo de enxergar, através dela, todos os episódios que a sociedade faz questão de manter longe dos olhos de suas vítimas. E não se trata, você bem o sabe, de acusações vazias. Existe literalmente uma montanha de provas que expõem a desonestidade do corpo governante para com seu rebanho. A carta da Watchtower a Adolf  Hitler (Junho de 1933), a qual eu mesmo traduzi e enviei a esta lista, é uma prova gritante entre tantas outras. Quando se tenta criticar a Bíblia pelo que ela diz, se está diante de uma tarefa complexa e árdua. Porém, quando se tenta expor a entidade Torre de Vigia pelo que ela própria coloca em sua literatura, aí sim, é fácil, muito fácil! Como  o texto  sobre a parábola dos escravos, onde Cristo diz - “da tua própria boca te julgo, escravo iníquo!” (Lucas 19:22). O clamor contra  as obras da Watchtower, ao longo de mais de um século, tem chegado aos céus! Apenas os cegos por opção não o vêem. Só para reavivar sua memória, a sociedade tem sido conivente com 1) fraude e suborno – caso das  “cartillas”no México (1960 e 1969) – 2)sonegação de impostos e evasão de divisas – caso da França, Itália,  e Noruega (Site “Observatório da Torre”) – 3)contrabando – caso do envio de licor para os EUA pela fronteira do Canadá, sob a presidência de Rutherford, durante a lei seca (década de 20) –  4)perjúrio – caso do documento espúrio enviado à Associação Internacional dos Direitos Humanos, para obter aprovação do governo Búlgaro –5) uso indevido de privilégios legais – caso da importação, sem impostos, das 2 peruas Lumina, no Brasil, juntamente com o PRN, que importou 2 BMW (Revista “Veja”de 1989) – 6)  falsificação da história – no Anuário de 1975, sobre o episódio com o nazismo e no livro “Proclamadores” sobre o episódio de 1917, entre outros –  7) alteração desavisada de literatura –  caso da coleção encadernada de “A Sentinela”, onde alterou a expressou “em nosso século vinte”para “no nosso tempo”, sem uma única nota sequer ao pé da página e a famosíssima alteração na contracapa de “Despertai!” (8/11/1995), mudando a expressão “antes que a geração de 1914 desapareça”por “prestes a substituir” –  8) Métodos ilegais de obter e registrar depoimentos (caso Franz, em 1981, quando a sociedade gravava conversas sem avisar os envolvidos ou se recusava a entregar uma cópia das fitas, quando estas estavam cientes – “Crise de Consciência”- págs. 330, 357-367)  9)parceria ilegal com empresas comerciais, quando as leis do país não o permitiam  -“La Farfarina” , “Stennone”, “Immobiliare Verona Z” e uma financeira falida, na Itália- e, principalmente, A ESPECIALIDADE DA WATCHTOWER – 10) FALSAS PROFECIAS – começo dos “tempo do fim” para 1799 e1914, o fim dos “últimos dias” para 1914,1925,1975,2000, a presença de Cristo para 1874 e1914, a ressurreição dos “ungidos”para 1878 e 1918 e o Armagedom para 1914,1920,1925, 1941,1975 e 2000. 

        Estes exemplos deixam restar ainda ALGUMA DÚVIDA EM SUA MENTE, Elton?  Ou lhe são suficientes? Deseja continuar cúmplice?  Você tem algum temor ou receio quanto a correção de seus atos? Sente alguma tendência de “acomodar”, “deixar as coisas mesmo como estão” ou “esperar em Jeová”, no sentido de que ele repare mais de 100 anos de erros?  Acha mesmo que ele o faria apenas por uma única religião, repleta de erros, como todas as outras? Conforme a própria Torre de vigia já o expressou em uma  “Despertai!”  - prefere estar certo SOZINHO ou ERRADO COM A MAIORIA (no caso, aqueles que o cercam e oprimem) ? 

     “A Sentinela”de 15 de Junho de 1974, pág. 355, sob o tema “Pode-se ser fiel a Deus por esconder a realidade?”, diz: 

          “Que resultados há quando não se apresenta nenhuma oposição a uma mentira? Não ajuda o silêncio a fazer com que a mentira passe por verdade, que tenha mais campo livre para influir em muitos, de modo que talvez sofram dano sério? Não é isto muito semelhante a ocultar uma infecção sem fazer algum esforço para curá-la ou impedir que se espalhe? Quando há quem esteja em grande perigo de alguma fonte da qual não suspeita ou está sendo enganado por pessoas a quem considera amigos, é falta de bondade avisá-lo disto? Talvez este alguém prefira não crer na advertência. Talvez resista a ela. Porém, livra-nos isto da responsabilidade moral de dar esta advertência?...Então, que dizer de falsidades que se dizem acerca de Deus, representações falsas de seus propósitos anunciados? Talvez você concorde que a maldade deveria ser exposta a descoberto como tal, claramente. Porém o que se dá quando são pessoas religiosas que cometem tais atos maus, talvez pessoas de sua própria igreja? FARÁ SUA FIDELIDADE COM QUE VOCÊ SE EXPRESSE A FAVOR DO QUE É CORRETO?” 

        Caro Elton, saiba que você pode contar comigo e, creio, com qualquer um nesta lista no sentido de acolhê-lo e apoiá-lo nesta sua “via crucis”. Alguns aqui já passaram por muitas agonias, como as dores de parto, antes do alívio de ver nascer a liberdade, a ruptura dos grilhões mentais e da teia da Torre de Vigia, onde você se debate como um minúsculo inseto à espera da aranha. Veja o caso do irmão Maurício, expulso à revelia enquanto ainda convalescia em um leito de hospital, sob a acusação de ter pecado por salvar a vida de um filho que precisava de um transplante de sangue, ou o caso de Rosa - humilhada, caluniada, difamada e execrada publicamente em sua congregação (teve que mudar-se), experiência esta que lhe custou a saúde psicológica (está sob tratamento até hoje, mais de 10 anos após o ocorrido), sem que algum cristão “amoroso” viesse em seu socorro.  Sei que há diversos outros exemplos nesta lista, os quais não mencionei. Mas creio que estes são  suficientes. Pare e pense, Elton: A QUEM RESPONSABILIZAR POR TAIS MAZELAS? Às vítimas? Ou àquela que se tem feito passar por nossa “mãe” espiritual e nos tem empanturrado de seu alimento contaminado de falsidades e pensamentos de homens?  Até que ponto é válido massacrar um ser humano em nome da inteireza de uma entidade? É isto que representa lealdade a Deus? 

     Recomendo-lhe a leitura de “Crise de Consciência” – R. Franz, agora disponível em português, onde se narra o drama de alguém dividido entre  lealdade a Deus ou a lealdade a uma religião. Conheça,  por dentro, o funcionamento daquela entidade em Brooklyn. Faça uma odisséia pelos intestinos putrefatos da Torre de Vigia e veja por que o mau odor dos atos dela espalham-se pelo mundo afora. Por mais que ela tente tapar os narizes do mundo, não há como deter aquela que é a maior vedete da tecnologia hodierna – A INFORMAÇÃO – E AQUI ESTAMOS PARA DENUNCIAR. 

    “Quase sempre é fácil saber onde está a verdade. Difícil é, uma vez tendo-a conhecido, não fugir dela...”

                                                                                                                (Frase de um político)

     

              Finalizando, apresento a última mensagem de Elton para a lista, dando conta dos efeitos da "teocracia" das Testemunhas de Jeová sobre sua vida. Neste ínterim, eu me pergunto: até quando o autoritarismo religioso oprimirá os homens em nome de Deus???

 

Bem, não é fácil falar. Dá um nó na garganta cada vez que me lembro das palavras que nos foram dirigidas pelos irmãos anciãos de nossa congregação.

Tivemos uma visita surpresa dias atrás. Dois anciãos vieram nos visitar. Estavam "de passagem" aqui perto. Ficamos impressionados com o tom e o teor das palavras. O sarcasmo usado para definir nossa atual situação espiritual foi demais. Mas o que nos tocou mais foram os relatos do modo como os irmãos da congregação passam informações para os da dianteira desde que renunciei ao cargo de ancião. Todas as fofocas são inventadas para nos rebaixar e caluniar. O desamor da tagarelice tem sido sentido do crepúsculo à alvorada, quando temos de ouvir tais coisas pois durante o dia ocupamos nossas mentes para não pensarmos em tudo isso.

Estamos esmagados emocionalmente e em constante depressão, principalmente em meu caso pessoal... Nada nos faz tão tristes quanto o essa coisa de não podermos nos mexer. Sentir essa inércia obrigatória, esse poder sufocador que a organização exerce em nossas vidas é algo arrasador. É como se estivéssemos presos num labirinto escuro. Antes, [tempos atrás], estávamos num limbo, mas hoje em dia, sentimos que estamos realmente num labirinto infernal.

Para complicar mais ainda nossas vidas, ficamos quase duas horas a escutar coisas terríveis que falam de nossa família.

Ficamos a ouvir, apáticos e distantes!

Até quando iremos sustentar tudo isso? Não sabemos. O que hoje posso dizer é que nossas consciências esmigalhadas e feitas em pedaços já não suportam tanto peso, pois o amor que nos compele a seguir na organização em prol de outros, muitas vezes se transforma em conflitos ilógicos onde a balança oscila de um lado para o outro.

Toda essa amarga experiência nos demonstra que pessoas como Raymond Franz e outros, não podiam ter sustentado a pesada crise que lhes consumiu como fogo devorador em momentos decisivos da vida.

 

     Deixo, aqui, uma pergunta ao leitor: Identificaria os fatos  acima relatados com os ensinamentos de  Jesus Cristo?

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