Mensagens entre 18/9/2001 e 23/9/2002
Este site é uma bênção. Gostei muito e louvo a Deus pela sua
vida e sua coragem em anunciar as verdades da palavra de Deus e as
mentiras desta seita - TJ.
Peço permissão para usar algumas matérias
suas em nosso site http://clamordomundo.com.br,
com os devidos créditos a seu site e um link para ele.
Aguardo sua resposta.
Nota: As Testemunhas de Jeová recusam-se a cumprir sua obrigação para com o Serviço Militar. No Brasil, isto resulta na cassação, ou seja, a perda dos direitos da cidadania - o jovem fica impedido de ter título de eleitor e carteira de reservista. As conseqüências sobre a vida profissional são terríveis, pois a pessoa não poderá participar de qualquer concurso público ou assumir cargos. É o caso deste leitor - após receber instruções enviadas por mim para agilizar seu processo de reabilitação política perante as autoridades, ele voltou a me enviar correspondência, desta vez, em palavras bastante comoventes:
Tudo bem, Odracir ?
As vezes me sinto muito deprimido com esta situação, olhando muitas vezes para meus colegas de trabalho, para as pessoas em volta, me sentindo "submisso", fraco por ser diferente, ainda que não no pensamento hoje, mas na condição desigual em que fui colocado, e este sentimento é como li em alguns depoimentos em sua pagina; um sentimento que percebi em todos aqueles que passaram por esta "experiência religiosa". Por isso, a minha angustia e meu desejo de tentar o mais rápido possível reverter esta minha condição e de ser um cidadão como outro qualquer, podendo colocar minhas opiniões sobre política, sobre meu país, enfim ...
Sabe, talvez você não acredite, mas, eu, apesar dos meu 31 anos, estou escrevendo tudo isso e me desabafando com você, com os olhos cheios de lágrimas ! Desculpe pelos desabafos, mas foram marcadas duramente em nossa personalidade, principalmente pessoas como eu que desde os 6 anos ia ao salão, coisas que são difíceis de apagar tão rapidamente, mas a gente vai melhorando dia a dia, ou melhor, vai se curando dia a dia. Mais uma vez, desculpe pelos desabafos !
Z.M., Brasil, 30/8/2002
Desde 1879, as
Testemunhas de Jeová utilizam a Watch Tower Bible and Tract
Society of Pennsylvania como ÚNICA detentora dos direitos
autorais de tudo que produz, envolvendo a publicação de bíblias,
revistas, Ministérios do Reino, páginas na internet, CDs, K7s e vídeos.
Pois bem, desde Agosto de 2002, o informativo
NOSSO MINISTÉRIO DO REINO vem com o seguinte Copyright ©: Christian
Congregation of Jehovah's Witnesses. Esta sociedade, que tem caráter
religioso, parece ser diferente da Watch Tower Bible and Tract
Society of Pennsylvania (Não confundir com a Watchtower
Bible and Tract Society of New York - que tem funções
completamente diferentes. É, entre outras coisas, uma editora, assim
como a Sociedade Torre de Vigia do Brasil e, no seu estatuto,
classifica-se com filantrópica).
Não se sabe o que isto indica, mas pode
parecer uma mudança no que vem pela frente em termos de rumo na
teologia
das testemunhas de Jeová, pois o último elo com C.T. Russel era a WTBS
de Pennsylvania, criada por ele mesmo.
Na página 2
de A Sentinela e na página 4 de Despertai!, havia o
seguinte convite: "Escreva à Torre de Vigia ..."
Desde que foi criada a ATCJ o convite passou
para: "Escreva às Testemunhas de Jeová..."
Mais uma vez, a Sociedade Torre de Vigia ou Watch
Tower perdendo poder para a Christian Congregation of Jehovah´s
Witness ou, no Brasil, Associação das Testemunhas Cristãs de
Jeová".
J., Brasil, 28/8/2002
Sou Testemunha de Jeová de coração há 10 anos - mediana, que nunca soube da existência de fatos como estes relatados por você. Gostaria ver e ler este compêndio de 1913 sobre maçonaria. É muito importante para mim também, com certeza. Como posso consegui-lo?
Atenciosamente
Nota: o compêndio de 1913 a que esta leitora se refere é o Relatório de Convenção daquele ano, no qual acham-se registrados o depoimento de Clayton Woodworth sobre seu passado envolto em possessões demoníacas e o discurso do 'pastor' Russell diante da Loja Maçônica de Pasadena-Califórnia. Trata-se de publicação muito antiga e de difícil obtenção. Eu mesmo só possuo fotocópias de trechos da referida obra, obtidas de sites internacionais.
F.C., Alicante - Espanha, 6/7/2002
Hola querido amigo
Soy un ex-testigo de Jehová, vivo en Alicante España. Me ha gustado mucho tu pagina, es una pagina muy completa, sobre todo el articulo sobre el tetragrama es muy interesante, ¿hay posibilidad de tenerlo en español? Nosotros aquí en España encabezamos una lucha para desenmascarar a la Watchtower, tenemos una pagina web www.ayafin-tj.org.
Espero tus noticias
Un saludo afectuoso
Anônimo, Brasil, 6/7/2002
Olá, meu amigo Odracir, como vai? Tudo bem?
Tenho acompanhado já há algum tempo seu website
e gosto muito dos seus artigos.
Fui Testemunha por 22 anos, mas decidi abandonar a fé depois de um
doloroso reexame. Decidi criar um website pra abrigar alguns
artigos que escrevi e ajudar outros com o que descobri. Como sou fã dos
seus artigos, suas críticas e sugestões aos meus serão bem-vindos. Se
quiser dar uma olhada, aqui está o endereço do site:
http://home.attbi.com/~mundodatorre
Os meus favoritos são: "Sangue - O que aconteceu em 14 de
Junho de 2000?" e
"Testemunhas de Jeová Enfrentam Crise de Credibilidade nos Estados
Unidos".
O primeiro que escrevi, porém, foi "1975
- Mamãe Prometeu Tanto, Mas Não Cumpriu".
Duas seções do website ainda estão
incompletas. Um link no seu website seria também muito
apreciado.
Grande abraço,
Um Observador
1914
- De onde veio esta data?
(Minha
resposta está em azul)
M.A.S.,
Brasil,
30/6/2002
Graça e Paz do Senhor
Prezado irmão, meu nome é M.A.S. , sou membro da Igreja Batista Nova
Vida e também faço seminário Batista. Tenho uma dúvida para a qual não
consegui uma resposta que me satisfaça, a saber...
Como foi determinado o ano de 1914 para as Testemunhas de Jeová?
No aguardo de sua resposta...
Prezado leitor
É uma honra poder esclarecer uma questão que envolve o próprio alicerce sobre o qual foi edificado o movimento religioso Testemunhas de Jeová – a escatologia. Primeiramente, é preciso frisar que a idéia de “calcular” datas apocalípticas não nasceu com esta religião. Na verdade, séculos antes de Cristo, esta era uma prática comum. Por exemplo, cerca de 600 anos antes do surgimento do cristianismo, um ‘profeta’ persa chamado Zoroastro já previa um confronto universal entre o bem e o mal, culminando em um cataclismo, após o qual a bem-aventurança estaria reservada aos justos e a ordem mundial seria restaurada. Muitos não percebem a enorme influência das idéias de Zoroastro no judaísmo e no cristianismo. Exemplificando, os essênios, membros de uma seita judaica também anterior ao nascimento de Jesus Cristo, isolaram-se nas cavernas de Qumram, à espera do ‘fim do mundo’ – para eles, um evento iminente. De certa forma, seu temor se concretizou quando os romanos atacaram sua comunidade, dizimando-os. Os cristãos do primeiro século também esperavam ver a glória do Senhor em seu próprio tempo, na forma de um acontecimento espetacular. Deveras, o apóstolo Paulo enfatiza continuamente, em suas epístolas, a ‘brevidade do tempo’ (1 Cor. 7: 29) Assim sendo, era somente natural que, na falta do tão aguardado evento, as gerações futuras persistissem na tentativa de “adivinhar” uma data para ele. O rabino Akibah Ben Joseph (50 - 132 DC) foi pioneiro em estabelecer um princípio conhecido como ‘dia-ano’, ou seja, aquele que generaliza as palavras do textos bíblicos de Números 14: 34 e Ezequiel 4:6 como sendo a chave para o entendimento de todas as profecias que usam o termo ‘dia’. Sob este entendimento, um dia corresponde sempre a um ano. O cristianismo também aderiria a esta idéia - no século XII, o monge católico Joachim de Fiore "calculou" a data da volta do Messias partindo do princípio 'dia-ano' e aplicando-o a Apocalipse 11:3. Deste modo, chegou ao ano de 1260 DC. Nada aconteceu. A partir daí, um longo desfile de escatologistas se seguiu, com a proposição de novas datas. Com o fracasso de todas as datas partindo de um período de 1260 anos, os aspirantes a 'profetas' decidiram-se por períodos mais longos. Um inglês chamado John Acquila Brown foi pioneiro em lançar mão de um período de 2520 anos, partindo do capítulo 4 do livro de Daniel (os "sete tempos"). Em 1823, ele fez um cálculo, partindo da data de 604 AC, ano aproximado da famosa batalha de Carquêmis, na qual os babilônios bateram o último aliado da recém-derrotada potência assíria - o exército egípcio. Contando 2520 anos, ele chegou ao ano de 1917. A partir de Brown, outros autores adotaram tal período e começaram a relacioná-lo ao assim chamado "tempo dos gentios', mencionado em Lucas 21: 24. Na primeira metade do século XIX, um pastor batista, W. Miller, fez outro cálculo, começando de 677 AC - suposta data da captura do rei Manassés - e chegando a 1843. A expectativa em torno daquele ano levou ao que se chama "grande desapontamento" - nada aconteceu (como de costume). Todavia, alguns seguidores de Miller insistiriam com novas datas - um deles chamava-se Nelson Barbour. Ele pregou a volta de Cristo em 1874 e o 'fim do mundo' para 1914. O processo todo pode ser resumido assim:
A) Os "sete tempos" mencionados repetidamente em Daniel, cap. 4, significam 7 anos, ou 2520 dias. Tomando 'um ano por um dia', chega-se a 2520 anos.
B) Este período de 2520 anos corresponderia aos "tempos das nações", de Lucas 21: 24.
C) Nelson Barbour tinha apontado para a data de 1874 como aquela em que Cristo retornaria à terra. Como nada aconteceu, ele mudou a interpretação da profecia, afirmando que naquele ano o Senhor, de fato, 'retornou', só que de forma 'invisível'. Mas, ainda faltava determinar a data para o 'armagedom'. Barbour voltou-se para as escrituras, em busca da resposta. Seu cálculo dependia de um ponto de partida.
D) A data de partida deveria contar a partir da destruição de Jerusalém pelos babilônios. As evidências históricas apontam para o ano de 539 AC como aquele em que os judeus cativos foram libertos de Babilônia pela Medo-Pérsia. Barbour presumiu que as primeiras grandes levas de judeus retornaram ao seu lar destruído apenas por volta de 536 AC. Contudo, ele cometeu um equívoco - supôs que os 70 anos aplicados à profecia de Babilônia (Jer. 25: 11,12) significariam 70 anos de exílio para toda a nação judaica (com efeito, os 70 anos referiam-se ao poderio babilônico, não ao exílio judaico). Assim, contou 70 anos para trás e caiu no ano de 606 AC. Ao contar 2520 anos a partir daí, ele chegou a 1914. Ainda assim, cometeu outro erro - despercebeu a inexistência de um ano 'zero'. Assim, seu cálculo cairia, na verdade, em 1915 e não 1914.
E) O 'pastor' Russell gostou da idéia de uma 'presença invisível', advogada pelo grupo de Barbour. Encontrou-se com ele em 1876 e ficou totalmente convencido por seus cálculos. Até hoje, as Testemunhas de Jeová pensam que foi Russell o autor desta 'profecia'.
F) Curiosamente, o erro de um ano entre 606 AC e 1914 DC permaneceu despercebido por décadas, até que os sucessores de Russell notaram que, para manter a data 1914, já anunciada, teriam de recuar um ano, para 607 AC. Fizeram isto por presumir que os judeus retornaram ao seu lar em 537 AC, ou seja, dois anos após a derrota de Babilônia e a emissão do decreto do rei Ciro, em 539 DC. Daí, contaram novamente 70 anos para trás e caíram na data que mantêm até hoje - 607 AC. Esta foi, sem dúvida, uma coisa fácil de fazer - no papel. A História, contudo, não apóia estas contas.
G) Babilônia reinou, de fato, por 70 anos, de 609 AC (quando os últimos focos de resistência assíria caíram) a 539 AC (com a invasão da Medo-Pérsia) e é a este período que a profecia de Jeremias muito provavelmente se refere.
H) O povo judeu caiu cativo aos poucos, primeiro perdendo autonomia política, após algumas visitas do exército babilônico e levas de deportados. Durante este período, Jeremias avisou-os continuamente da necessidade de cederem a Nabucodonosor e assim seriam poupados da destruição (Jer. 27: 8-11). Mas, com a resistência do rei Zedequias, a cidade acabou por ser sitiada e destruída em 587 AC. Assim, ao passo que o período de domínio babilônico correu ao longo de 70 anos, o exílio de todos os judeus só se deu por cerca de 50 anos.
Este é o maior erro dos escatologistas da Sociedade Torre de Vigia - não têm apoio histórico algum para sua teoria. Nenhum livro de história no mundo aponta para 607 AC como a data da destruição de Jerusalém. Além disso, não há como provar que a profecia de Daniel 4 guarda qualquer relação com a de Lucas 21: 24. É mera inferência ou suposição, pois as escrituras não afirmam que há ligação entre estes textos (escritos com séculos de diferença). Nem mesmo há como provar que o acontecido com o rei Nabucodonosor - a loucura por 'sete anos' - tivesse alguma aplicação além daquela dirigida a ele próprio, por sua arrogância desmedida. Por outro lado, transformar sete anos em 2520 dias e depois converter os dias em anos novamente, chegando a 2520 anos, é o tipo de malabarismo mental que se ajusta melhor ao esoterismo do que ao cristianismo.
Um último detalhe: muitos perguntam por que a Sociedade Torre de Vigia não cede simplesmente às evidências e corrige a data. A resposta a isto é simples - se assim o fizesse, teria que abrir mão também do assim chamado período de 'inspeção' de Jesus Cristo, entre 1914 e 1918 (amplamente ensinado na literatura da Sociedade). As Testemunhas de Jeová foram ensinadas a crer que os dirigentes de sua religião receberam autoridade de Cristo em 1919, após o Filho de Deus ter examinado todas as religiões do mundo. Ora, negar a data de 1914 implica, pois, no completo colapso da autoridade espiritual alegada pelo 'corpo governante' da Torre de Vigia. Se 1914 nada significa, então, não houve qualquer período de 'inspeção' e nenhuma autoridade foi concedida em 1919. O movimento perde seu passado e sua identidade, deixando de ter sentido. É por esta razão que as Testemunhas se 'agarram' como podem a este ano. Em 1995, tiveram que abrir mão da doutrina da 'geração de 1914', pois esta completava 80 anos e nada havia acontecido à ordem mundial, como fora previsto anos antes. O 'corpo governante' cedeu até onde pôde, mas está inexoravelmente amarrado a 1914 - uma espécie de 'fim' auto-imposto. É obrigado a perpetuar este erro cronológico cometido por Nelson Barbour e Charles Russell, sob pena de deixar de existir como grupo religioso. Até onde se irá com esta teoria, é difícil dizer. Sem dúvida, é triste estar preso a um erro óbvio e não poder consertá-lo. Além disso, com a virada do século 21, a escatologia entrou em declínio - as pessoas cansaram de esperar por um futuro que nunca chega e agora deixam-se seduzir pelo apelo imediatista do neopentecostalismo. É a maior crise da história das Testemunhas de Jeová.
Espero ter-lhe sido de ajuda no esclarecimento deste ponto. Recomendo-lhe a leitura da obra "Proclamadores" (1993), publicada pelas Testemunhas de Jeová, e o livro "The Gentiles Times Reconsidered" (em inglês), da autoria de uma ex-Testemunha, C.O. Johnsson, o qual esquadrinha o assunto.
Saudações,
Odracir
Prezado Odracir
Como se
avizinha o dia da amizade, 20 de julho, decidi enviar-lhe este e-mail.
Você estranha? Eu explico. Suas mensagens têm sido companhia muito
esclarecedora e agradável. Sua experiência de vida e a forma de
expressar suas idéias
impressionaram-me bastante. Desde outubro de 2001, tenho acessado sua
HP, e, de certa forma, ao lê-la, é como se conhecesse um pouco você,
talvez por haver me
identificado em algumas situações ali descritas. Por isso, quase um
ano de “convivência
virtual" ensejou o envio desta mensagem e da anterior a qual você
intitulou de "Campanha de Vacinação". A propósito, o termo
"vacinado", em absoluto, se referia à sua pessoa. Quanto às
sua posições pessoais, não me decepcionaram, apenas me desconcertaram
um pouco. Bem, desejo de coração que você prospere no seu objetivo de
promover esclarecimento e conscientização. Acredito que outras pessoas
(que, como eu, conhecem seu trabalho) se sintam ligadas a você por um
sentimento de consideração e apreço. Então, permita-me desejar-lhe
um PROVEITOSO DIA DA AMIZADE.
Com
amizade e respeito.
BM
(Minhas respostas estão em azul)
R.E., Brasil, 18/6/2002
Prezado Odracir,
Talvez você não tenha ouvido falar em mim, mas fui TJ por 8 anos,
durante os quais desempenhei vários papéis na Organização, o último
deles de ancião Sup. Presidente de uma congregação no Rio Grande do
Sul. Eu me dissociei das Tjs no início de 2000, após descobrir os
branqueamentos e os erros da Torre. Minha esposa e meus filhos apenas se
afastaram. Durante este período procurei conhecer outras denominações
religiosas, e o resultado foi que nenhuma delas me tocou, pelo contrário
só me fez perder a esperança de encontrar um local onde possa me
reunir com outros a fim de adorar a Deus.
Lendo seu artigo "O LADO NEGRO DA FORÇA" fiquei bastante
impressionado com suas pesquisas, dá para notar que você pesquisou a
fundo a questão. Cheguei a conclusão que realmente os seres humanos são
bastante manipuláveis e que dependendo de quem está no comando. Pode-se
dizer que as massas servem de marionetes para que os manipuladores atinjam
seus objetivos.
No entanto, você sabe que a maioria dos seres humanos necessitam de algo
que lhes de suporte emocional e espiritual, ou como alguns chamariam
de "muleta emocional", mas o fato é que isto parece ser algo
absolutamente necessário na vida de alguns.
No caso da minha esposa, ter ido conhecer outras religiões parece que serviu de efeito contrário, pois a mesma ainda nutre simpatia pelas TJs. Um dia desses, fiquei impressionado com o fato dela me perguntar se eu me importaria que ela fosse assistir a uma reunião das TJs. O que podia falar? Deixei isto a critério da mesma... Mas fiquei decepcionado e preocupado com o fato de alguém querer voltar a ser enganado por uma organização humana. Vendo as outras religiões, a conclusão dela foi que todas têm seus erros, mas que nenhuma é como as TJs. Gostaria que você me desse algumas dicas, sobre duas coisas: 1a - Como preencher esta necessidade de ter um lugar aonde ir para adorar a Deus (se é que exista) ?, e 2a - Como ajudar minha esposa a não retornar para as garras da torre?
Um abraço
N.
Caro N.
Saudações!
Conforme as explanações em meu artigo, estou bem cônscio da
peculiar noção de espiritualidade do ser humano. O problema talvez
consista no fato de que este atributo não é objeto de ciências exatas,
ou seja, não se trata de uma coisa cuja origem possa ser demonstrada
cientificamente, por experimentação. Com efeito, outra área do
conhecimento humano encarregou-se de estudar a espiritualidade – a
filosofia. Em biologia, lida-se com uma realidade palpável e definível
em termos simples, em torno da qual se fazem indagações. Estas indagações
levam ao surgimento de teorias. Por fim, a experimentação se encarrega
de endossar ou negar a teoria. É um processo auto-corretivo. Todavia, em
ciências humanas, não podem ser seguidos exatamente os mesmos passos, até
por que o objeto de estudo é, em si mesmo, difícil de conceituar. Um órgão
é algo que pode ser visto e tocado. Sua origem pode ser estudada por
comparações com outros seres ou com fósseis.
Mas, o que é espiritualidade? A simples necessidade de crer em
algo superior? Mero exercício dos neurônios ou reflexo da noção do bem
e do mal? Por outro lado, o que são o bem e o mal? Mesmo nas ciências
biológicas, quando se está diante de um sintoma, seguir o caminho
inverso e determinar a causa do sintoma é algo complexo, pois várias
enfermidades podem apresentar aquele sintoma. Imagine o quão difícil é
seguir a trilha de um “sintoma” subjetivo como a espiritualidade, de
modo a se concluir que ela é, em si mesma, uma prova da origem divina do
ser humano. Tudo permanece na subjetividade. Assim sendo, creio que cada
pessoa deve formar seu próprio conceito sobre o assunto. Você mesmo,
caro amigo, deverá buscar uma forma saudável de sanar sua fome
espiritual. Ninguém poderá faze-lo por você. Não me considero apto a
indicar-lhe um caminho específico. Esta é uma responsabilidade da qual
nenhum de nós poderá se esquivar, não importa o quão difícil seja
tomar uma decisão. Particularmente, busco me manter religiosamente neutro
(e sinto-me muito bem assim). No entanto, não acho que todos devam agir
como eu. Só não acho justo que alguns se apossem de uma única
definição do atributo espiritual para dominarem seus semelhantes, como
gado em um curral – especialmente quando fica patente que o objetivo por
trás disso é o poder econômico.
Com relação ao problema de sua esposa retornando à “torre”,
cito um trecho de meu artigo:
Ao que tudo indica, muitos indivíduos são portadores de uma
fragilidade de caráter que não lhes permite ver sentido algum na virtude
ou na solidariedade, se não tiverem, como dizia Voltaire, um 'freio nos lábios'
na forma de uma divindade, bem como uma igreja dentro da qual servi-la.
Para estes, a religião é, antes de tudo, uma imposição psicológica,
assumindo, às vezes, o caráter de 'mal necessário'. Trata-se de uma
condição perigosa, pois a sanidade de tais pessoas repousa sobre um
conjunto de crenças, que, por sua frágil base histórica, científica ou
mesmo teológica, pode desabar a qualquer momento, sepultando suas esperanças
sob os escombros do desapontamento religioso.
Deveras, os seres humanos são os mais contraditórios do planeta.
Às vezes, para termos paz mental, criamos uma lógica que põe em risco
nossa própria integridade física ou social. Torço para que um eventual
retorno de sua esposa àquela organização não repercuta de forma
negativa na relação de vocês (embora isto seja provável). Do contrário,
não creio que o preço justifique o investimento. De qualquer modo, você
terá de conceder a ela o livre-arbítrio. Talvez ela ainda precise se
iludir por um tempo. Tudo que posso dizer é: fique ao lado dela,
confortando-a e compartilhando com ela a complexa, mas agradável experiência
de existir.
Cordialmente,
Odracir
PS: tomei a liberdade de incluir esta mensagem em minha HP, omitindo seus
dados pessoais.
(Minhas respostas estão em azul)
C., Portugal, 9/5/2002
(Minhas respostas estão em azul)
Marko Akira Tetissu, Brasil, 21/4/2002
eu sou um publicador não batizado . porém li seu relato até o fim é interessante o modo com que você escreve seu depoimento , você sitou que quando criança gostava de aparecer e pelo que observei não mudou nada ainda tem a nessesidade de aparecer .
Caro Leitor
Antes de qualquer coisa, saudações!
Sua mensagem é uma das mais insólitas que já recebi, não só pelo conteúdo, mas também pela forma como você escreve. Seu primeiro comentário - além de representar um ataque do tipo ad hominem, ou seja, endereçado, não ao argumento, mas à fonte dele - também me parece contraditório. De fato, sempre busquei a atenção das pessoas, mas por meus próprios méritos. No entanto, esta página não lança holofotes sobre meu nome, já que, até este dia, sequer me identifico por ele - uso um pseudônimo. Como você sabe, alguém que deseja a fama jamais buscaria o anonimato. É claro, há aqueles que também criticam esta posição - é impossível agradar todos os gostos, como deve saber. Portanto, por uma questão de lógica, sua primeira afirmação cai no vazio. Mas, vamos aos próximos argumentos...
NãO. Não sou piscicologo.e espero não estar lhe ofendendo . Porém vc consseguil me ofender levantando acusações insólitas comtra a unica organização verdadeira e que tem como base nenhum Homem terreno mas sim a biblia.
Acredito. A grafia das palavras indica claramente que você não teve a oportunidade de alcançar um bom nível de instrução secular - um flagelo, que, infelizmente, atinge milhões de jovens em nosso país. Uma lástima! Quanto às ofensas, fique tranqüilo - eu sei que é duro ver criticado aquilo em que depositamos, de boa fé, todas as nossas esperanças. Se é doloroso ler, saiba que também foi doloroso escrever. Por outro lado, estou certo de que você precisa de evidências concretas que mostrem, além de qualquer dúvida razoável, que o movimento iniciado pelo 'pastor' Russell, durante a epopéia do Adventismo norte-americano no século XIX, seja, de fato - como diz - o único caminho para Deus. Esta é uma afirmação muito séria e caracteriza uma mentalidade fundamentalista. Convido-o a ler com atenção o capítulo cinco do livro "Proclamadores" (publicado pela Sociedade Torre de Vigia, a partir de 1993), onde verá uma sucessão de homens gerando uma organização: Charles Russell, um ex-calvinista, o qual vagou de religião em religião (igrejas presbiteriana, congregacional e, finalmente, adventista), e foi tremendamente influenciado por três adventistas independentes, Jonas Wendell, George Storrs e Nelson Barbour, sendo, mais tarde, sucedido por J. F. Rutherford, Nathan Knorr e Frederick Franz. Todos estes nomes você encontrará na dita publicação. Ao ler o relato, atente para o papel de cada um deles e pergunte-se: teria a organização que você abraçou chegado a ser o que é SEM a influência destes homens? Caso ache que sim, procure saber quem foram os autores das doutrinas em que você crê, tais como a mortalidade da alma, a ressurreição terrestre e a vinda de Cristo em 1914 - todas três, crenças adventistas. A adoção dos termos 'Testemunhas de Jeová', 'salão do Reino' e outros, a prática de ir de porta em porta e a doutrina dos céus se fechando a partir de 1935, para o surgimento da Grande Multidão - todas são criações de Rutherford. O fim dos 6 mil anos da criação do homem em 1974 e o início do milênio de Cristo em 1975 - criações da mente de Franz. Muito embora eu saiba que, na sua mente, foi o Espírito Santo o autor destas idéias (pois assim você foi ensinado a crer), pergunte-se: não é intrigante que uma organização que se diz estabelecida com base em homem nenhum, manifeste ela própria as mesmíssimas idéias daqueles com quem seu líder (Russell) se associou? Outro dia, um presbiteriano me disse que não considera Calvino como fundador de sua igreja. Posso discordar de sua afirmação - até porque, segundo uma enciclopédia, as bases do presbiterianismo remontam à teologia calvinista - mas devo admitir que é direito de um presbiteriano usar o mesmo tipo de argumento que você próprio usa quando afirma que homem nenhum fundou a sua igreja. Da mesma forma, os protestantes podem afirmar que Lutero não foi o fundador de sua igreja, ou os espíritas podem afirmar que não foi Alain Kardec que fundou seu movimento, e assim por diante. Percebe? A lógica que reserva para si, você deve estar disposto a conceder aos demais....
sabendo usar as palavras certas pode-se fazer hitler pareçer um Santo.
Concordo plenamente. Veja um exemplo: na página 66 do livro "Proclamadores" vemos um curioso comentário ao lado de uma majestosa foto do segundo presidente da Sociedade - o 'juiz' Rutherford. Estas são as palavras:
"J. F. Rutherford tinha um aspecto imponente, com um metro e oitenta centímetros de altura e pesando uns 100 quilos."
Já se perguntou qual o sentido de se fornecer, em um compêndio religioso, a ficha anatômica de um homem, lembrando mais aqueles anúncios feitos pouco antes de os pugilistas se enfrentarem no ringue? Tratando-se da pessoa a quem o texto se refere, pode servir a um propósito - atribuir à sua aparência aquilo que muitos atribuíam ao seu caráter. Rutherford era um implacável e ardiloso advogado, que colecionou inimigos durante a maior parte de sua vida. Sua trajetória na Sociedade Torre de Vigia explica sua reputação, pois ele ignorou totalmente o testamento de seu antecessor e benfeitor, Russell, o qual não previa o controle da entidade em mãos de uma única pessoa, mas determinava que cinco mulheres ficassem com as ações da organização e que uma comissão de cinco pessoas controlasse a edição da revista A Sentinela, dividindo o poder. Rutherford nem constava da primeira lista, sendo indicado apenas como substituto em um grupo de cinco. Ainda assim, assumiu, gradualmente, o controle total da Sociedade Torre de Vigia. A página 67 do livro relata que, na própria sede da organização, havia pessoas ressentidas contra ele. Em 1917, o presidente, repentinamente anunciou a demissão de quatro diretores e iniciou-se um 'bate-boca' de horas, no refeitório da sede. Era costumeiro que ele removesse de seus cargos as pessoas que não se alinhassem com seu pensamento. O livro "Proclamadores" admite que vários membros da família de Betel ficaram solidários com os diretores demitidos, inclusive mencionado a acusação deles contra Rutherford - uma "tirania"! No rodapé da página 68, uma nota informa que as pessoas designadas por Russell como membros e suplentes de uma comissão igualitária foram rearranjadas - agora em forma de pirâmide hierárquica, com Rutherford no topo. Isto era algo totalmente contrário ao sistema descentralizado, proposto pelo 'pastor'. Estava, então, legitimada a ditadura que ele - Rutherford - exerceria até 1942, ano de sua morte. Na página 220, é visível a dificuldade do escritor em descrever a personalidade do presidente de uma forma próxima do real, sem, no entanto, admitir seu caráter irascível e intolerante. Vejamos:
"Não resta dúvida de que o irmão Rutherford era um homem de fortes convicções. Ele falava francamente e com vigor, e sem abrir mão, em defesa daquilo que ele cria ser a verdade. Ele chegava a ser bastante brusco ao lidar com situações quando percebia que as pessoas estavam mais interessadas em si do que no serviço do Senhor. Mas o irmão Rutherford era genuinamente humilde diante de Deus." Proclamadores, p. 220 (grifos acrescentados)
Consegue ler nas 'entrelinhas'? Como definiria um homem que fala francamente, com vigor, sem abrir mão e de forma brusca, em defesa daquilo que ele , pessoalmente, acredita ser a verdade? Classificaria uma pessoa com estas características como humilde? Muito embora o escritor do livro concentre seus esforços em atenuar a imagem de "líder" (ou de "chefe"), que caracterizava a atuação do presidente, permanece o fato de que ele foi retratado exatamente assim em matérias impressas da época. Por exemplo, a edição de 25 de julho de 1931 do periódico The Messenger [O mensageiro] mostra uma foto de Rutherford diante das Testemunhas de Jeová e, abaixo uma inscrição, dizendo: "Seu líder visível". Da mesma forma, fotos impressas das sedes inglesa e alemã contêm dizeres em que o presidente é chamado de "chefe". Qualquer um que pesquise os antecedentes do Sr. Rutherford sabe muito bem que ele podia ser muitas coisas, menos um homem humilde e razoável. Deveras, seu temperamento colérico e sua megalomania eram traços marcantes da personalidade temida por todos os que o rodeavam. Ninguém ousava contrariá-lo. Outro aspecto que costumeiramente é ocultado é a afinidade que ele tinha por 'garrafas' - de fato, ele também era alcoólico. Você poderá ter uma pista disso na página 182 do livro "Proclamadores", onde se mencionam inflamados discursos de Rutherford contra a 'lei seca' nos Estados Unidos. Além disso, as festas de cerveja, promovidas por ele, eram comuns em Betel na década de 20 (estou publicando a foto de uma destas festas em minha seção de correspondência, onde se vê Rutherford em estado de visível embriaguez). Um ex-associado do presidente, Walter Salter (mencionado na página 628), enviou-lhe uma carta (traduzida em meu site), na qual denunciava a compra de caixas e mais caixas de uísque, a 60 dólares cada, e enviadas ilegalmente a Rutherford, provavelmente através da fronteira com o Canadá. Diante de tudo isso, não se pode concluir outra coisa, senão que a 'maquiagem' que a Sociedade Torre de Vigia aplica sobre ele tem o propósito de fazê-lo parecer o que realmente não era - um 'santo'!
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| Rutherford e cia. - bons bebedores de cerveja |
ou pode-se manchar um nome .
Novamente, concordo e vou além - por meio de uma categorização massiva, podem-se sujar milhares de nomes. Vamos a outro exemplo: a edição de 1/7/94 da revista A Sentinela, págs. 11-13, classifica genérica e indistintamente todas as pessoas que saíram da Sociedade Torre de Vigia e que criticam sua forma de agir e suas crenças como "apóstatas", portadores de (1) esperteza, (2) inteligência arrogante, (3) falta de amor e (4) diversas formas de desonestidade. Apesar de não apresentar provas concretas de tais acusações, rotula assim de iníquas milhares de pessoas no mundo inteiro que simplesmente exerceram o direito humano de renunciar a uma religião. Sempre implacável com as outras religiões e apontando as falhas delas, a Sociedade Torre de Vigia, em artigos como esse, mostra que não admite ser criticada e fomenta a intolerância religiosa, sujando a reputação de pessoas, cujas motivações para sair de seu meio não chegam aos demais membros, em razão do rigoroso sistema de censura imposto às Testemunhas. Você sentirá isso na pele, logo após o batismo.
você se aplica simplesmente com o texto de romanos 1 : 28 a 32 pois seu coração esta chei de Toda a injustiçaíniquidadeçobiça'maldade'cheio de inveja, rixa , fraude,disposição maldosa,maldizentes,sendo odiador de deus,insolente,soberbos,etre outras coisas.
Aqui, amigo leitor, você recai em uma prática comum entre as Testemunhas de Jeová. Leia algumas mensagens em minha seção de leitores e constatará que, infelizmente, é assim. Quando não têm argumentos para refutar questionamentos, as Testemunhas, ofendidas, apossam-se de passagens bíblicas, cujo contexto desconhecem e aplicam-nas, a bel prazer, contra quem discorda delas. Vejamos - os versículos 23 e 25 do mesmo capítulo mostram a quem o apóstolo Paulo se referia, a saber, a idólatras corruptos, coisa muito comum em Roma naquele tempo. De fato, os romanos absorveram parte da cultura grega - o helenismo - sendo devotos de deuses como Júpiter e Baco, e manifestando a personalidade destas deidades em suas vidas. Além disso, eram bastante tolerantes para com a promiscuidade sexual. Obviamente, algumas pessoas na primitiva congregação cristã se deixavam contaminar por estas tendências - próprias dos opositores romanos - e era a estas pessoas que o escritor bíblico se referia. Paulo não estava falando de pessoas que discordassem de uma organização que só surgiria nos EUA, quase dois milênios depois de ele proferir estas palavras. Se você vê alguma conexão direta entre Charles Taze Russell e esta passagem, eu gostaria de conhecê-la. Além disso, ao que me consta, cabe a VOCÊ COMO CRISTÃO, seguir as seguintes palavras:
"Parai de julgar, para que não sejais julgados; pois com o julgamento com que julgais, vós sereis julgados; e com a medida com que medis, medirão a vós." - Mateus 7:1
na verdade você sabe muito bem que as coisas não são como você disse
Se não foram como eu disse, como pode você, que não estava lá, me dizer como foram?
o que aconteceu foi que você desde criança não tinha paciencia para aprender as verdades biblicas tanto que voce mesmo disse que em nenhuma reunião tinha ouvido falar sobre como funcionava a eximisão do serviço militar ,
Você me disse que é apenas publicador não batizado - isto explica seu completo desconhecimento de como as coisas funcionam na organização. Eu a conheci há 30 anos e fui parte dela por cerca de 15 anos. Considerando uma média de 5 reuniões por semana, temos 20, em média, por mês, 240 ao ano e 3600 reuniões em 15 anos! Acha mesmo que tem autoridade e experiência para me ensinar como são as coisas por lá? Asseguro-lhe que, em nenhuma destas reuniões, tal assunto - as eximições - foi esmiuçado e que só ouvíamos falar dele nos "bastidores". Todos eram bastante reticentes quanto a ele e a maioria, completamente ignorante das implicações do caso. Além disso, conversei, recentemente, com dois ex-anciões - ambos serviram a esta organização por mais de 20 anos. Perguntei a eles se alguma vez, eles ou um outro colega ancião, proferiram um discurso explicando em detalhes o significado da eximição militar e todas as conseqüências civis delas. Ambos responderam: 'nunca'! Será que as coisas, só agora, mudaram? Não merecia um assunto desta gravidade mais atenção por parte daqueles que não sentiriam na pele os efeitos da ignorância? Em meu depoimento, eu deixo bem claro que nem eu nem meus colegas da mesma idade sabíamos o que, de fato, nos aconteceria. Além disso, quando procurei o ancião da congregação, ele me respondeu que sabia apenas do impedimento de votar e ser votado. Mais tarde, o representante da Sociedade em minha cidade acrescentou que eu não poderia trabalhar em empresas públicas, mas que isto não era importante. Só muito tempo no futuro eu vim a saber o quão 'importantes' são um título de eleitor e um documento de reservista na vida de um cidadão. Lutei por anos para recuperar meus documentos - os mesmo que muitos 'valorosos' anciãos carregam em suas pastas. Faça uma pesquisa! Hoje coexistem nas congregações duas classes, não são os 'ungidos' e a 'grande multidão', mas os eximidos (cassados politicamente) e os não eximidos (usufruindo os privilégios de reservista, na forma de empregos públicos e coisas assim). Acha isto justo? Se você tem menos de 18 anos, está em grave perigo!
cresceu numa familia sem base se revoltou porque queria seguir o exemplo de seu irmão mais vélho
É desconcertante ver um estranho a falar de uma família que nunca conheceu. Certamente, meu irmão mais velho, percebendo que esta seita roubaria sua juventude, como roubou a minha, teve lucidez a tempo de evitar conseqüências mais graves sobre sua vida. Você está certo quando diz que eu desejaria ter seguido o exemplo dele. Hoje, olhando para trás e vendo tudo que perdi, percebo que esta teria sido a opção mais sensata. Lamentavelmente, eu era apenas uma criança de 9 anos e, nesta idade, suponho que você próprio seria facilmente convertido por sua mãe a qualquer religião, até o candomblé!
tinha invéja dos outros garotos porque eles podia fazer oque queriam a hora que queriam,
Certamente, quando um prisioneiro, de dentro de sua prisão, vê pessoas livres e saudáveis, usufruindo sua juventude sem as amarras de um sistema controlador e autoritário, é natural desejar estar no lugar delas. Isto eu, deveras, senti e muitas vezes...
sempre foi tão inutil que as garotas não davam bola,
Ops, aqui você se enganou redondamente. Modéstia à parte, eu era muito popular entre as mulheres (e creio que ainda seria, se lá estivesse, muito embora não com a intensidade de antigamente). Namorei duas delas - uma era pioneira regular - e paquerei diversas outras, algumas muito bonitas. Cheguei até a ter uma reunião de aconselhamento em razão do efeito que produzia nas "irmãzinhas" da congregação. Nesta mesma reunião, comentei que as moças na organização eram subjugadas pelo conceito de serem um 'vaso mais fraco' ou um mero 'complemento' do homem e, por isso, sentiam-se, no fundo, inferiores e contraíam aquilo que se chama "complexo de Cinderela" - à espera de um 'príncipe encantado', ao qual serem submissas pelo resto de suas vidas. Se há uma coisa que as religiões, em geral, ainda não aprenderam, esta é a igualdade completa entre os seres humanos, sem distinção de sexo ou posição social. Imagine o que você sentiria se alguém lhe dissesse para aprender calado, em plena submissão e com a cabeça coberta, só porque alguém do sexo oposto está presente. Curiosamente, tem sido assim no Afeganistão - gostaria de viver lá?
mas a culpa não podia ser sua . afinal ninguém quer ter a culpa então só poderia ser da sociedade. precisava por em algué a culpa dos seus problemas familiares. só falta dizer que foi os anciões que obrigaram sua mãe se divocia .
Como eu disse anteriormente, fui introduzido nesta organização com menos de 10 anos. Quanto aos meus problemas familiares - os quais, afinal, todos têm - sendo eu apenas um menino, a quem você atribuiria a culpa? A uma criança? Acaso conhece você meus pais e irmãos? Eu não ousaria falar dos seus familiares, pois não os conheço. Quanto ao divórcio de minha mãe, este foi efetivado por iniciativa de meu pai, anos após a separação de corpos, quando ele já tinha uma companheira - até porque minha mãe estaria impedida de fazê-lo, mesmo sendo muito infeliz sozinha, até ter uma prova formal de adultério da parte dele. Assim, foi forçada a viver, por anos, uma farsa. O motivo - A RELIGIÃO DELA!
tem muita coisa que eu queria dizer mas com serteza serão em vão pois seu coração esta endurecido é um cego que só porque esta em escuridão acha que os outros taém estão . só sinto pena de você.
Há muita coisa que eu gostaria de ter visto você mostrar - provas documentais, por exemplo. Conforme vê, eu forneço a fonte de minhas denúncias, com nome, data e página. Em troca, tudo o que você oferece são insultos pessoais. É assim que espera convencer prosélitos de porta em porta? O que dirá a um morador que criticar sua religião? Dirigirá impropérios a ele, como faz agora a mim? Quanto à sua compaixão, não preciso dela. Guarde-a para as milhares de Testemunhas de Jeová que morreram ou ficaram aleijadas nas décadas de 20 e 30, por causa da proibição das vacinas, entre 1968 e 1980, por causa da proibição aos transplantes de órgãos e a partir de 1945, com a proibição ao tratamento com derivados de sangue. Elas merecem mais...
E DUVIDO QUE VOCÊ TENHA CORAGEM DE COLOCAR ESTA MENSSAGEM POR INTEIRO NO SETOR DE IMAIL ENVIADOS
Ao contrário, sua mensagem enquadra-se no tipo que eu mais gosto de publicar, não só pelas agressões injustificadas, mas também pela forma como você escreve, não sei se por pressa, desleixo ou por desconhecimento mesmo. Normalmente, eu costumo dar alguns 'retoques' nos erros de português cometidos por alguns leitores que me escrevem. No seu caso, vou deixá-la assim mesmo como está, para que outras pessoas vejam como as pessoas com pouca instrução são vítimas fáceis de seitas. Na verdade, seu perfil corresponde àquele que representa a principal fonte de renda das multinacionais da religião, que se instalam em nosso país e enriquecem à custa da credulidade alheia. Ademais, sua mensagem só confirma o que eu tenho sempre dito - as crenças das Testemunhas de Jeová tem bases emocionais, não racionais. Elas normalmente não refutam idéias com outras idéias, mas com ataques pessoais; não refutam documentos com outros documentos, mas com maldições; não refutam denúncias com evidências concretas, mas com passagens bíblicas fora de contexto e raciocínios circulatórios. Veja só sua mensagem - ela não traz uma só contestação séria ou bem fundamentada. Pode você conseguir coisa melhor? Sinta-se livre para tentar...
desculpe se fui grosseiro mas me da dó. ver alguém num estado como o seu.
Está desculpado. Porém deve ser difícil para muitos pais perdoarem a organização pelos filhos que perderam seus direitos políticos e agora enfrentam dificuldades em suas vidas profissionais, ou aqueles que perderam parentes por causa da recusa de tratamento com componentes 'menores' do sangue, antigamente proibidos e hoje liberados. Também deve ser difícil perdoar uma organização que ensina amigos a virarem o rosto para aqueles que resolvem sair de uma religião, não podendo sequer cumprimentá-los. E por aí vai...
só uma pergunta. Alguma
Vez lhe foi dito algo que não estivesse em pleno acordo com a BIBLIA ?